Quando o Natal não traz Paz nem Amor

Chegou Dezembro e com ele as decorações, canções, declarações de intenções e marketing de Natal. Começamos a entrar no espírito natalício, até compramos uma camisola que sabemos nunca iremos usar senão no jantar da consoada, mas está tudo bem. A antecipação de rever os irmãos, tios, primos e demais parentes afastados que durante o ano estiveram longe e nem nos felicitaram no nosso aniversário, começa a fazer os seus estragos…

Na verdade, as pessoas da mesma família partilham o ADN mas nem sempre os mesmos valores ou estilos de vida. Os olhares de avaliação crítica, censura, curiosidade e sobranceria põem logo por terra qualquer boa intenção de esquecer o que se passou no Natal passado. E as perguntas inquisitoriais sobre a nossa vida?

Acabaste o curso?

Já tens emprego?

Já tens namorado/a?

Quando pensam casar?

E filhos, quando chegam?

Que maquilhagem é essa?

Achas bem esse penteado numa pessoa da tua idade?

…Enfim, a boa disposição termina ainda mal começaram as festividades!

Quando os familiares vivem afastados o ano todo, geram-se constrangimentos e conflitos se têm de conviver no mesmo espaço por algum tempo, mesmo que seja no Natal. Compras, viagens, saber se escolheu o presente certo, chegar a horas, ter tudo pronto… gera-se um grande stress, que não ajuda nada na hora de gerir opiniões diferentes e atitudes mais intrometidas.

É preciso centrar-se no essencial e deixar de lado o acessório.

Pensar no que nos une e não no que nos separa parece ser um bom mote. E porque não aproveitar para praticar as Atitudes Mindfulness? É sem dúvida uma excelente oportunidade! Como? Tão fácil quanto isto:

  • Praticar o Não Julgamento, não criticando o comportamento ou atitudes dos outros;
  • Praticar a Paciência, deixando que o tempo resolva o que não se pode resolver no momento;
  • Praticar a Mente de Principiante, olhando para os outros como se os estivesse a conhecer pela primeira vez;
  • Praticar a Confiança, acreditando que tudo irá correr bem;
  • Praticar a Não Resistência, abdicando de querer tudo à sua maneira;
  • Praticar a Aceitação, deixando que os momentos e as pessoas sejam como são, sem os querer mudar;
  • Praticar o Desapego, libertando-se de expectativas sobre as situações ou sobre as pessoas;
  • Praticar a Gratidão, valorizando o que temos e quem temos;
  • Praticar a Compaixão, sendo gentil com os outros e consigo próprio nas situações difíceis.

Pode acontecer também que o Natal fique marcado pela ausência de alguém que se perdeu durante o ano. O lugar vazio dessa pessoa querida coloca um peso demasiado grande num momento que deveria ser de alegria e de celebração da família. Porque não então unirem-se todos numa pequena homenagem à pessoa ausente? Enviar-lhe desejos de Amor, Paz e Serenidade. Deixar a tristeza vir. Permitir-se chorar. Permitir-se sentir o peso deste sofrimento. O verdadeiro espírito de Natal acolhe todos os sentimentos; amplia os bons e atenua os mais penosos.

E pode-se também tomar uma boa dose de camomila, enquanto se pratica o toque tranquilizador (use a meditação guiada que se segue):

Boas Festas. Viva um Natal com Consciência Plena e desfrute de todos os momentos com Gratidão.

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